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Agência Brasil
Paulo Virgilio Repórter da Agência Brasil
Rio - O primeiro doutorado em museologia e patrimônio da América Latina terá hoje (15) a aula inaugural no Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), em São Cristóvão, na zona norte do Rio. O início do curso faz parte da programação de um seminário internacional que comemora os cinco anos do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (PPG-Pmus), criado em 2006 pelo Mast, em parceria com a Universidade Federal do Estado do Rio (Unirio).
A aula inaugural, que começa às 14h, será dada pelo presidente do Conselho Internacional de Museus (Icom), Hans-Martin Hinz, com tradução simultânea. O seminário vai até quarta-feira (17), com palestras, mesas-redondas e debates. No encerramento, pesquisadores em museologia e patrimônio apresentam os resultados de seus trabalhos e mostram um panorama das duas áreas na América Latina.
De acordo com o coordenador do programa, Marcus Granato, os cursos oferecidos seguem a tradição da Escola de Museologia, oriunda do Museu Nacional e hoje uma unidade da Unirio. “Com o mestrado, e agora o doutorado, teremos um fluxo de 30 alunos formados por ano, atendendo a uma demanda crescente do mercado”, disse.
Granato informou que não existe mão de obra disponível entre as pessoas formadas pelo programa de pós-graduação. Neste mês de agosto, está sendo aberto mais um processo seletivo, tanto para o mestrado quanto para o doutorado, para as turmas que iniciarão os cursos em 2012.
Amanda Cieglinski Repórter da Agência Brasil
Brasília - Administração é o curso que mais formou bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) desde a sua criação em 2004: 23.429 graduados. Em seguida, na lista dos cursos que mais formaram profissionais pelo programa, aparecem pedagogia (13 mil), direito (11 mil), enfermagem (7,7 mil) e ciências contábeis (7,4 mil).
Balanço divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) aponta que no total 174,5 mil pessoas já se graduaram pelo programa. Há ainda 464 mil bolsistas ativos atualmente. Pode participar do ProUni o aluno que cursou todo o ensino médio em escola pública ou estabelecimento privado com bolsa. Também é necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 e atender aos critérios de renda do programa.
Para o primeiro semestre de 2011, 1 milhão de candidatos se inscreveram para disputar uma das 92 mil bolsas ofertadas. Ainda está prevista uma terceira chamada, que será divulgada pelo MEC na próxima segunda-feira (25).
A maior disputa por bolsas do ProUni na última edição foi no Rio Grande do Norte. Cada uma das 718 vagas disponíveis foi disputada por 15 candidatos. Pernambuco, o Pará, Alagoas, o Piauí, o Maranhão e a Paraíba também registraram mais de dez candidatos por bolsa disponível. Em termos absolutos, o estado com o maior número de inscritos foi Minas Gerais (68 mil), seguido por São Paulo (67 mil), pela Bahia (32,1 mil), pelo Rio Grande do Sul (32 mil) e pelo Rio de Janeiro (29 mil).
Alana Gandra Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O governo federal vai lançar um programa de bolsas de estudo para estudantes brasileiros que terá, como primeiros candidatos, os medalhistas da 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas de 2010 (Obmep 2010 ), cuja cerimônia de premiação dos vencedores na categoria ouro ocorreu hoje (21), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com a presença da presidenta Dilma Rousseff.
O programa contemplará 75 mil bolsas relacionadas às melhores universidades do mundo. “E garantindo, nas áreas de ciências exatas e de ciências médicas, o acesso a estudantes, tanto na área de graduação, por meio das chamadas “bolsas sanduíche”, como na área de pós-graduação, doutorado e pós-doutorado”, disse a presidenta.
Dilma Rousseff ressaltou que é intenção do governo facilitar aos estudantes brasileiros o acesso, em termos de conhecimento humano, ao que existe atualmente de melhor no mundo. A seleção obedecerá ao critério de mérito, afirmou. A presidenta adiantou que o compromisso dos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, é iniciar a seleção dos estudantes ainda este ano.
A ideia é que as bolsas sejam usadas nos Estados Unidos, na Alemanha, França e, também em países emergentes, como a China, “nas melhores e mais classificadas universidades do mundo”, reiterou a presidenta.
Dilma Rousseff disse aos ganhadores da Obmep 2010 que é preciso que eles também tenham a consciência de que ainda existe pobreza extrema no Brasil. “E nós não podemos aceitar viver com isso”. Ela citou o Programa Brasil sem Miséria, lançado pelo governo federal, com objetivo de tirar da miséria 16 milhões de brasileiros.
A presidenta também reiterou seu compromisso com a valorização do professor e dos diretores de escolas que conseguem fazer com que alunos de cidades distantes dos grandes centros saiam vencedores em um certame como a Obmep. A edição 2010 da olimpíada recebeu 19,6 milhões de inscrições. De acordo Dilma Rousseff, a educação de qualidade é prioridade no seu governo, assegurando que o domínio da língua portuguesa e da matemática é condição essencial para se alcançar o conhecimento e o desenvolvimento do país.
A presidenta elogiou a garra, o empenho e a dedicação dos 3,2 mil estudantes medalhistas da 6ª Obmep, representados na solenidade pelos 504 vencedores na categoria ouro, além dos mais bem pontuados nas regiões brasileiras que não conquistaram medalhas de ouro. Dilma, pessoalmente, entregou 21 medalhas de ouro aos penta e tetracampeões da olimpíada, incluindo a única aluna deficiente visual do certame, Laura Ribeiro Franco.
Amanda Cieglinski Repórter da Agência Brasil
Brasília – A partir de amanhã (15), estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 poderão se inscrever para disputar uma das 26 mil vagas de instituições públicas de ensino superior que serão oferecidas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Minas Gerais é o estado com o maior número de instituições participando da edição do segundo semestre de 2011: dez, no total. A maioria das vagas está concentrada no Sudeste (9.784), seguido pelo Nordeste (9.451), Sul (5.181), Centro-Oeste (1.168) e Norte (752). A lista completa está disponível no site do Ministério da Educação (MEC).
O Sisu foi criado pelo MEC no ano passado e unifica a oferta de vagas em instituições públicas de ensino superior. Participam desta edição 19 universidades federais, quatro universidades estaduais, 23 institutos federais e dois centros federais de Educação Profissional. Os estudantes poderão acessar o sistema a partir das 6h de amanhã até as 23h59 do dia 19. O interessado não pode ter tirado zero na prova de redação do Enem para se inscrever no Sisu.
Os candidatos devem acessar o site do MEC e escolher duas opções de curso, elegendo sua prioridade. Ao fim de cada dia, o sistema divulga a nota de corte para cada graduação. O estudante pode mudar de opção se concluir que tem mais chance de ser aprovado em outra instituição ou em outro curso. Cada alteração invalida a opção feita anteriormente. O sistema funciona das 6h às 23h59 de cada dia, quando é fechado para calcular as notas de corte.
A lista dos estudantes selecionados em primeira chamada será divulgada no dia 22 de junho. Os aprovados terão entre os dias 27 e 28 para efetuar a matrícula nas instituições de ensino. Caso o participante tenha conseguido uma vaga no curso marcado como segunda opção, poderá permanecer no sistema e esperar pela segunda chamada. Os selecionados para a primeira opção perdem a vaga se não efetuarem a matrícula.
No dia 2 de julho, o MEC divulga a segunda chamada, com prazo de matrícula de 5 a 6 de julho. Após esse período o sistema gera uma lista de espera que fica disponível para as instituições selecionarem candidatos para as vagas remanescentes. Podem entrar na lista os estudantes não selecionados em nenhuma das opções escolhidas nas duas primeiras chamadas. Os interessados deverão fazer essa opção no próprio sistema, entre os dias 2 e 7 de julho.
Edição: Graça Adjuto

Vladimir Platonow Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O ministro da Educação, Fernando Haddad, classificou hoje (3) de “cortina de fumaça” o pedido de demissão coletiva entregue ontem (2) pela diretoria do Hospital Universitário da Universidade de Brasília (HUB) ao reitor José Geraldo Júnior. Os médicos são contra a Medida Provisória 520, em tramitação na Câmara dos Deputados, com objetivo de criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
“Eu penso que isso é uma cortina de fumaça para encobrir o que de fato está acontecendo no Hospital de Brasília. Havia problemas graves de entendimento sobre a administração do hospital entre a reitoria e a direção demissionária. Eu não vou aceitar essa cortina de fumaça”, afirmou Haddad, ao participar da aula magna da Academia Brasileira de Ciências.
O ministro defendeu a criação da Ebserh, que vai gerir os hospitais públicos universitários ligados ao Ministério da Educação. “Será uma empresa 100% pública, 100% SUS [Sistema Único de Saúde], para auxiliar e profissionalizar a administração dos hospitais.”
Haddad reafirmou que uma das condições para a criação da estatal é que a empresa atenda integralmente os pacientes do SUS, diferentemente da experiência considerada modelo no país, a do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que também recebe clientes particulares e de planos de saúde. “O Hospital de Clínicas, quando foi criado, sequer existia SUS. A Constituição de 1988 estabeleceu o Sistema Único de Saúde e nós, do Ministério da Educação, estamos comprometidos com o aprimoramento do sistema. Tem que ser 100% SUS.”
Vladimir Platonow Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A ministra Maria do Rosário, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, visitou na noite de hoje (7) quatro vítimas da chacina ocorrida na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio. Os estudantes estão internados no Hospital Estadual Albert Schweitzer e se recuperam dos ferimentos à bala recebidos durante o massacre ocorrido de manhã em sala de aula.
Maria do Rosário afirmou que estava no Rio representando a presidenta Dilma Rousseff. “A nossa presença no Rio é um símbolo da solidariedade e do sentimento do Brasil e da presidenta Dilma, que nos pediu que acompanhássemos este momento e que manifestássemos uma solidariedade ativa e presente a cada uma das famílias, a cada uma das crianças neste momento.” Ela disse que o país inteiro estava de luto.
“Amanhã [8] vamos acompanhar os sepultamentos. Vamos manifestar ao Brasil que isso não pode acontecer, que não é possível termos essa violência absurda contra crianças inocentes que estão na escola. O Brasil está de luto.”
Maria do Rosário disse também que políticas publicas deverão ser pensadas e geridas, futuramente, com objetivo de evitar que tragédias semelhantes aconteçam. “
Ele afirmou que os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Educação, Fernando Haddad, também foram designados pela presidenta Dilma para visitar o Rio de Janeiro, a partir de amanhã.
Amanda Cieglinski Repórter da Agência Brasil
Brasília - O impacto da lei dos piso nacional do magistério no orçamento dos municípios será de R$ 1,9 bilhão, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Cinco governadores entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a lei em 2008, mas ontem (6) o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou que a lei é válida. A Corte determinou ainda que o termo piso deve ser considerado como vencimento inicial, excluindo-se gratificações e outros benefícios, como defendiam os proponentes da ação.
O valor atualizado que deve ser pago pelos estados e municípios, em 2011, é R$ 1.187,14 por uma jornada de de trabalho de 40 horas semanais a profissionais com nível médio. Levantamento feito pela CNM com 1.641 municípios mostra que, considerando o piso como vencimento inicial, a média salarial paga a professores de nível médio variou, em 2010. entre R$ 587 e R$ 1.011,39. No caso dos docentes com formação superior, os valores variaram entre R$ 731,84 e R$ 1.299,59. “Quando considerado como vencimento inicial, o pagamento do piso dos professores gera um grande impacto nas finanças municipais”, informou entidade por meio de nota.
A lei do piso prevê a complementação da União aos estados e municípios que não conseguirem arcar com esses custos. Essa transferência de recursos é prevista por meio do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A CNM ressaltou, entretanto, que o Fundeb cobre apenas nove estados e a assistência dependerá “do atendimento de critérios estabelecidos pelo Ministério da Educação" e, por esse motivo, "a distribuição dos recursos não será feita de maneira automática”.
“A CNM sempre reconheceu a necessidade de melhorar a remuneração dos professores, no entanto, a entidade ressalta que também é preciso assegurar os investimentos em outras áreas da educação, como o transporte escolar, material didático, reforma e construção de escolas, entre outras ações. Além disso, os gestores também devem preservar o equilíbrio das contas públicas e respeitar as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz ainda a nota.
Flávia Villela Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O Ministério da Educação (MEC) negou hoje (1º), por meio do Twitter, que vá encerrar no fim do ano as aulas de duas instituições federais especializadas para deficientes visuais e auditivos no Rio de Janeiro. Na mensagem, divulgada de manhã, o MEC garante que não há nenhuma intenção de fechar os institutos Nacional de Educação de Surdos (Ines), em Laranjeiras, e Benjamin Constant (IBC), na Urca, ambos na zona sul. A nota informa também que o ministro Fernando Haddad se reunirá com a direção dos dois institutos para esclarecer o mal-entendido.
A polêmica começou em meados de março, depois que representantes do IBC e do Ines foram informados pela diretora de Políticas de Educação Especial, Martinha Clarete, que os alunos do ensino básico (educação infantil e ensino fundamental) seriam transferidos para as redes estadual e municipal no ano que vem, seguindo a política de inclusão. Para esclarecer o assunto, o ministro marcou uma reunião, em Brasília, na próxima terça-feira (5), às 11h30, com representantes dos dois institutos.
O Ines recebe cerca de 500 alunos, do maternal até o 3º ano do ensino médio. O Instituto Benjamin Constant tem mais de 300 alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental. A chefe de gabinete do Benjamin Constant, Maria da Glória Souza de Almeida, elogiou a iniciativa de Haddad. “Nunca vi intransigência dar bons frutos, nem radicalismo edificar nada. Nossa missão é contribuir para a ascensão intelectual do deficiente visual e para sua inclusão na sociedade. Nossa justificativa para seguir com as aulas é pedagógica, não política”.
De acordo com Glória de Almeida, as instituições especializadas não segregam e sim oferecem ensino de qualidade para aqueles que têm necessidades especiais. "É muito complicado tratar de crianças cegas numa sala inchada com 30, 40 alunos, em que um professor não sabe braille".
Mãe de um jovem com deficiência auditiva, Maria Inês dos Santos disse que o filho estudava em escola pública e só aprendeu a ler e escrever depois que foi para uma escola especial. “Os professores de escolas públicas não estão preparados para receber esse tipo de aluno. A grande maioria não sabe braille nem libras e não tem treinamento para lidar com essas crianças. Muitos deixam esses meninos num canto por achar que, sendo surdos ou cegos, eles não vão aprender nada mesmo, como já ouvi de um professor”.
Maria Inês discorda que esse tipo de escola seja segregacionista. “Meu filho circula livremente entre os dois mundos, dos ouvintes e dos surdos. Hoje ele está com 26 anos, tem um ótimo emprego e se relaciona bem com todos. Defendo uma escola pública de qualidade para todos e também as especializadas. Uma coisa não exclui a outra”.
A prefeitura do Rio iniciou a contratação de intérpretes de braille e de libra nas escolas para atender a esse público que, segundo a Secretaria Municipal de Educação, é de 4.508 alunos, incluídos em classes regulares – ao todo o município atende a quase 10 mil alunos portadores de necessidades especiais.
No entanto, Maria Inês acredita que o próprio professor deveria saber as línguas em vez de contar com intérpretes. “Na escola aqui perto de casa, por exemplo, há apenas um intérprete na parte da tarde para atender todas as turmas. Um aluno cego ou surdo que estude na parte da manhã não tem esse tipo de auxílio”.
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