|
Agência Brasil
Brasília - O estado de São Paulo lidera o ranking de inscritos no Sistema Seleção Unificada (SiSU), por meio do qual estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio concorrem a uma vaga em universidades federais.
Dos 632.015 candidatos que se cadastraram no site do SiSU até as 19h30 de ontem (4), 85.465 procuraram instituições paulistas. Em seguida, vêm o Rio de Janeiro, com 69.82; Minas Gerais, com 59.573; e a Bahia, com 58.235. O Amapá apresentou o menor número de inscritos, 719.
Até a última atualização, o curso mais procurado pelos candidatos foi o de ciência e tecnologia, da Fundação Universidade Federal do ABC, em Santo André (SP), com 13.758 inscrições; seguido pelo de administração, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, com 5.908; e medicina, da Universidade Federal de Pelotas (RS), com 5.726. O curso de flauta transversal da Universidade Federal de Pelotas foi o menos procurado.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), 850 mil estudantes fizeram a troca de senha, ou seja, acessaram o sistema pelo menos uma vez.
Agência Brasil
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje (1º) da inauguração simbólica de 78 escolas federais de educação profissional, para ensino médio e curso superior técnico, licenciatura (química, física e matemática) e pós-graduação. As escolas ficam em diversas regiões do país e 32 já estão em funcionamento. As demais entrarão em atividade a partir de março.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), até o final do ano, o país terá 380 escolas técnicas com mais de meio milhão de vagas disponíveis.
Na avaliação do pesquisador em educação e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Gaudêncio Frigotto, o governo reagiu positivamente sob a ameaça de um “apagão educacional”, no qual setores em expansão da economia temiam a falta de mão de obra qualificada, como, por exemplo, o setor petrolífero, mineral e da construção civil.
Ele, no entanto, assinala que a oferta de cursos profissionalizantes deve ser feita sem perder a qualidade do ensino. “É uma iniciativa muito importante, resta saber se a qualidade que o ensino técnico federal já tinha será mantida. Se sim, excelente”, comentou.
Frigotto também espera que os cursos profissionalizante “não enfoquem apenas o mundo do trabalho”, disse fazendo referência à formação técnica e humanista dos estudantes.
A mesma preocupação manifestou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão. “Tem que ser uma formação ampla de qualidade, que atenda à juventude. Um ensino não apenas para treinar, mas que proporcione um abordagem que prepare o cidadão.”
De acordo com o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Eliezer Moreira Pacheco, a abertura de novas escolas técnicas não atende apenas às demandas de mercado, mas toda a cadeia de arranjos produtivos locais.
Segundo ele, a criação das escolas é “baseada em diagnósticos locais”, feitos por meio de audiências públicas. O resultado, de acordo com o secretário, é que há uma grande empregabilidade das pessoas (índice de 75% dos egressos) e a maioria dos formados acaba trabalhando em um raio de 50 quilômetros da escola técnica.
Segundo o MEC, até o final do ano os investimentos no ensino técnico terão atingido R$ 1,1 bilhão
Gilberto Costa Repórter da Agência Brasil
Brasília - A partir das 6h de hoje (29), os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009 já podem fazer a inscrição para concorrer a uma vaga em uma das 51 instituições que participam do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Ao todo serão oferecidas mais de 47 mil vagas.
O primeiro passo é acessar o SiSU com o número de inscrição do Enem. Em seguida o candidato deve escolher, pelo sistema de busca, o curso e a instituição em que pretende estudar. A novidade é que ele pode acompanhar no início de cada dia como está a nota de corte de cada curso e trocar sua opção caso tenha mais chances de ingresso em outra graduação ou em outra instituição.
Não há um limite de tentativas, mas, a cada nova seleção, a escolha anterior deixa de valer. Diariamente, entre as 23h59 e as 6h, o sistema para de funcionar para calcular a nota de corte de cada curso, que estará disponível pela manhã.
A primeira etapa de inscrições no sistema começa hoje e vai até as 23h59 do dia 3 de fevereiro. Depois desse período de inscrição dos estudantes, o SiSU processa as informações e divulga em 5 de fevereiro o resultado final da primeira etapa. Os estudantes que forem aprovados terão de 8 a 12 de fevereiro para fazer a matrícula nas instituições para as quais foram selecionados. Haverá ainda mais três etapas para preencher as vagas remanescentes.
Veja o calendário de inscrições do SiSU:
Primeira etapa Inscrições: das 6h do dia 29 de janeiro até as 23h59 de 3 de fevereiro Resultado: 5 de fevereiro Matrículas nas universidades: de 8 a 12 de fevereiro
Segunda etapa Inscrições: das 6h do dia 15 de fevereiro até as 23h59 do dia 20 de fevereiro Resultado: 22 de fevereiro Matrículas nas universidades: 23 a 26 de fevereiro
Terceira etapa Inscrições: das 6h do dia 1° de março até as 23h59 do dia 3 de março Resultado: 5 de março Matrículas nas universidades: de 9 a 12 de março
Amanda Cieglinski Repórter da Agência Brasil
Brasília - Os Resulatdos do ENEM estão disponíveis no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) desde a noite de ontem (27).
A partir de amanhã (29), os participantes do Enem poderão disputar uma das 47,9 mil vagas de 49 universidades e institutos federais que adotaram a prova como fase única de seleção. O processo será feito por meio do Sistema de Seleção Unificada em três chamadas.
Até o dia 3 de fevereiro, o aluno acessa o site http://sisu.mec.gov.br/, insere o número de inscrição do Enem e seleciona o curso e a instituição em que pretende estudar. As vagas serão distribuídas de acordo com as melhores notas do exame. O participante poderá mudar de opção de curso e de instituição de ensino, mas a escolha anterior deixa de valer.
Em 5 de fevereiro sai o resultado da primeira etapa e os estudantes que forem aprovados terão o período de 8 a 12 de fevereiro para fazer a matrícula nas instituições para as quais foram selecionados. No dia 15 de fevereiro, começam as inscrições da segunda etapa para preencher as vagas que não foram ocupadas.
Brasília - O Ministério da Saúde inicia em março a vacinação contra a influenza A (H1N1) – gripe suína. O cronograma da campanha de imunização é dividido em quatro etapas.
Serão vacinados os trabalhadores da rede de atenção à saúde, indígenas, gestantes, portadores de doenças crônicas, crianças de 6 meses a 2 anos de idade, pessoas de 20 a 29 anos e idosos que têm doenças crônicas.
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, foram comprados 83 milhões de doses da vacina, ao custo de R$ 1 bilhão. Ele destacou que a estratégia brasileira tem como objetivo reduzir a incidência da gripe e de óbitos por grupos de risco.
Roberta Lopes Repórter da Agência Brasil
La Paz (Bolívia) - O sonho de estudar medicina, sem enfrentar o vestibular e com mensalidades acessíveis, é realidade para cerca 6 mil universitários brasileiros que vivem na Bolívia. Mas a concretização do sonho custa queixas de preconceito, exigências de exames anti-HIV e cobranças excessivas de taxas e burocracia. Para os estudantes, há discriminação contra eles por parte das autoridades e da população bolivianas.
As reclamações dos estudantes foram relatadas pelos jovens à Embaixada do Brasil em La Paz (capital administrativa do país) e a um grupo de deputados federais. No fim de 2008, quatro parlamentares – Marcondes Gadelha (PSB-SE), Cláudio Cajado (DEM-BA), Décio Lima (PT-SC) e Raul Jungmann (PPS-PE) – estiveram na Bolívia para verificar as relações entre o país vizinho e o Brasil, além da situação dos brasileiros.
De acordo com as autoridades, as reclamações foram transmitidas ao governo boliviano que prometeu tomar providências. A queixa considerada mais grave era a exigência de que as estudantes – apenas as mulheres – fizessem a cada seis meses exames para verificar se tinham o vírus da aids. A exigência era feita pelas autoridades sanitárias como meio preventivo e obrigatório para a renovação do visto.
Representantes do governo boliviano afirmaram que a presença dos jovens brasileiros afetou significativamente a cultura das cidades onde se fixam – principalmente Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra. Para os bolivianos, os brasileiros promovem mais festas do que o habitual e têm um comportamento boêmio.
Também existiriam queixas dos moradores das duas cidades sobre as alterações econômicas estimuladas pela presença dos brasileiros. Isso ocorreria porque o poder aquisitivo dos jovens que chegam à Bolívia, em geral, é mais elevado do que o do boliviano médio. Para analistas sociais, as restrições aos brasileiros não podem ser vistas como xenofobia, mas apenas resistências ao novo e diferente.
O resultado da animosidade, segundo os estudantes, ocorre por meio da cobrança excessiva de taxas e documentos por parte dos bolivianos. De acordo com os universitários, há situações em que o valor de um determinado serviço é cobrado em dobro porque o cliente é brasileiro. Todos esses detalhes foram transmitidos às autoridades brasileiras que os repassaram ao governo da Bolívia.
Os primeiros estudantes brasileiros desembarcaram na Bolívia na década de 80. Eles foram atraídos pela oferta de cursos de medicina a um custo baixo e sem a exigência de vestibular. Para ingressar, basta haver vaga e que o aluno prove ter condições de pagar o curso. Na Bolívia, as universidades privadas são avaliadas como de nível superior às públicas.
O curso de medicina na Bolívia dura de seis a sete anos. O ingresso ocorre em janeiro e julho. Em geral, os preços das mensalidades variam de US$ 95 a US$ 250. São nove as universidades mais procuradas por brasileiros: Católica, Udabol, Ucebol, Unifranz e Uno, em Santa Cruz de La Sierra. Em La Paz, a mais procurada é a NSLP e em Cochabamba são a UPAL, Unitec e Univalle.
Para exercer a medicina no Brasil, o estudante que concluir o curso na Bolívia deve submeter seu diploma à revalidação em território brasileiro – ou regularização. As exigências vão desde o detalhamento da grade curricular até a apresentação de documentos pessoais e verificações de conhecimento específico.
Renata Giraldi Enviada Especial
Brasília - O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, reivindicou hoje (18), em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o governo se empenhe mais nas discussões em torno da criação do Fundo Social do Pré-sal para que parte dos recursos do novo fundo sejam investidos em educação e em projetos que aumentem o tempo de permanência dos brasileiros na escola.
Chagas afirmou que, apesar das políticas educacionais nos últimos anos terem apresentado melhorias na qualidade do ensino do país, é preciso ampliar os investimentos no setor. Segundo ele, a média de permanência do brasileiro adulto na escola é de sete anos e que não chega a 30% o percentual de escolas públicas que têm uma quadra de esportes.
“O salário dos nossos professores ainda é muito defasado e o Brasil tem apenas 13,9% de jovens, de 18 a 24 anos, com acesso à universidade. Isso tudo demonstra a necessidade de se aplicar melhor os recursos em educação, principalmente, em aumentar o aporte de de recursos em educação. Portanto, na nossa avaliação, essa questão do fundo será muito importante", disse o presidente da UNE.
Ivan Richard Repórter da Agência Brasil
Brasília - Portaria publicada no Diário Oficial da União de hoje (7) institui chamada pública para o programa Esporte e Lazer da Cidade. O objetivo é selecionar projetos que atendam à demanda por lazer da população em situação de vulnerabilidade social.
Os projetos serão financiados com recursos do Orçamento Geral da União e da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2010. A seleção, a cargo da Secretaria Nacional de Desenvolvimento de Esporte e de Lazer, do Ministério do Esporte, ocorrerá em três etapas: as duas primeiras serão eliminatórias e a terceira, classificatória.
As propostas deverão ser voltadas para o desenvolvimento de núcleos de esporte recreativo e de lazer, nos moldes do programa Esporte e Lazer da Cidade. O repasse será efetivado de acordo com as etapas executadas e devidamente comprovadas do empreendimento.
A aplicação de contrapartida é obrigatória, isto é, de recursos próprios dos estados, do Distrito Federal, de municípios e entidades públicas e privadas em complemento aos recursos alocados pela União, conforme estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Os projetos devem ter como valor de referência o montante de R$ 100 mil para funcionamento de um Núcleo de Esporte Recreativo e de Lazer e de R$ 55 mil para funcionamento de um Núcleo do Vida Saudável.
Christina Machado Repórter da Agência Brasil
Página 7 de 8 |
|
|