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Info-Educação

VAMOS CONSTRUIR RAPPORT ?

Publicado: Mar 1, 2010 por sabertv Arquivado em: Info-Educação

Olá colega!

 

Nesta primeira coluna gostaria de me apresentar para que você conheça minha trajetória e compartilhe melhor minhas idéias.

 

Sou psicopedagoga e trabalho com crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem, além de fazer assessoria pedagógica para pais e professores, escrever livros e inventar jogos educativos.

 

Mas, nem sempre foi assim, trabalhei durante anos como professora de ensino fundamental e educação infantil, o que me dá propriedade de estar aqui compartilhando idéias como uma colega. Resumindo, sou uma apaixonada por “EDUCAÇÃO”. 

 

A saudade da sala de aula eu mato com vocês educadores!!!

 

Por ter vivido com intensidade esta profissão, valorizo com a mesma intensidade as pessoas que trabalham nela, por essa razão fico contente em refletirmos juntos nossa prática.

 

Apreciadora e estudiosa de PNL (Programação Neuro Linguística) quero dividir pensamentos e conhecimentos, trocar experiências, contar histórias. Dividir é a palavra certa, quero conversar, trocar, somar, multiplicar...

 

Esta apresentação pessoal e profissional foi também uma forma de exemplificar um importante conceito da PNL, o “rapport”.

 

Rapport é o sentimento de compreensão compartilhada construída por bons amigos e colegas. Ele resulta numa vontade espontânea de cooperar e seguir a liderança de outros.

 

Quando alguém constrói um rapport com outro, ele consegue liderá-lo e assim, a convivência e aprendizagem fluem naturalmente.

 

Se seus alunos são interessados no que você ensina e se mostram motivados pela aula e seguem seus comandos, você conhece o sentimento de “rapport”.

 

O rapport é criado ao conseguir igualar o seu comportamento e interesse com os de seus alunos. Isto significa adequar a aprendizagem com o aprendiz, usando exemplos que são interessantes para eles, diferentes formas, técnicas e ferramentas de aprendizagem.

 

Fazemos isso com diferentes turmas de nossa convivência, temos determinado tipo de linguagem com cada grupo específico: uma para os pais, outra para colegas, outra para os amigos de “baladas”, etc. Para cada um construímos um rapport diferente, igualando o comportamento com a situação.

 

Liderança é o processo de levar os estudantes a seguirem suas sugestões. Se você está em rapport, seus alunos farão isto naturalmente.

 

Esta definição nos leva à uma incrível  reflexão, os professores definem os estudantes que não seguem suas sugestões, como: "resistentes", “rebeldes” ou "desobedientes". Também faz sentido pensar que quando os alunos não seguem a liderança, significa que eles ainda não estão em rapport suficiente.

 

Isto é algo que pode ser mudado, quando utilizamos as habilidades de rapport da PNL.

 

Professores de sucesso são hábeis em usar diferentes tipos de linguagem, fazendo com que seus alunos aprendam.

 

Quem não se lembra de um professor especial que tenha compartilhado deste sentimento de rapport?

 

Na próxima coluna vamos conversar sobre as linguagens do aprender como forma de construir rapport.

 

Paula Furtado - Pedagoga formada pela PUC/SP, Psicopedagoga pelo Instituto Sedes Sapientiae, Especialista em Educação especial e Leitura e escrita. Autora das Coleções Na Ponta da Língua e Na Ponta do Lápis, do livro Me Adorolescente, entre outros. Trabalha com criação e patente de jogos pedagógicos, como: “De olho na ortografia”, “Detetive de palavras”, “Desafio”, “Desafio Junior”, “Em cima da hora...de aprender gramática”, “Jogo da tabuada” entre outros.

www.paulafurtado.com.br


CONTAR COM O CORAÇÃO

Publicado: Mar 1, 2010 por sabertv Arquivado em: Info-Educação

     Gostaria de iniciar a nossa conversa com esse pequeno segredo sobre a arte de contar histórias – conte com o coração! [1]

Contar com o coração implica em estar internamente disponível para essa ação, disposto a doar o que temos de mais singular e, entregando-se a essa função, com alegria, prazer e boa vontade. Ao contar uma história doamos o nosso afeto, nossa experiência e vivências, que carregamos do caminho percorrido. Resignificamos a nossa história e compactuamos com o que o conto quer dizer. Por isso torna-se fundamental que haja uma identificação, entre o narrador e o conto narrado. Tornar-se um.

Antes de sensibilizar o ouvinte, o conto precisa nos sensibilizar. A maneira como enxergamos a história será a mesma com que o outro irá vê-la. Se a considerarmos uma mera distração e entretenimento, será assim que ela irá soar. Mas, se formos tocados pelas suas imagens e percebermos que ela pode ser uma pequena luz a clarear as trevas, assim ela será.

Que história eu vou contar? Aqui está a chave. A escolha do exemplar literário. Se ele foi construído com o entendimento das diferentes realidades, que incluí o simbólico e a epifania, ele pode se aproximar do mundo imaginal do seu leitor.

Outro aspecto diz respeito ao envolvimento com a história narrada, o que permite maior flexibilidade ao narrador. Ele poderá perceber como ela atua nos ouvintes, e conduzir a narrativa, para lá e para cá, dançar com ela, deixar que ela ressoe no íntimo de cada sujeito, e perceber as intenções que surgem a cada instante: um riso, um lágrima, uma expressão de medo, de repulsa, surpresa.

Atuar juntos: história, ouvinte e narrador.

Cada narrador imprime seu jeito ao conto narrado, prioriza passagens que mais lhe impressionam, reforça alguma imagem que lhe toca, um sentimento que quer brotar. Isso se dá ao pensarmos na narrativa como uma atividade dinâmica, que atua sobre diferentes níveis de realidade.

E, são essas identificações entre narrador e conto narrado, que fazem a diferença numa contação de história. É isso que amarra o sujeito-ouvinte, ao fio de prata que é lançado do coração do sujeito-narrador. É isso que une, que repercute, que embala a alma.  

Se existe essa integração, o conto passa a atuar sob o signo da dimensão mítico-simbólica e do mistério. Alcança aquele espaço que a linguagem racional não chega, mas que é alcançado pelas metáforas, pelas memórias, pela poesia. Avizinha-se desse espaço de interioridade, que podemos chamar de vida psíquica e de vida espiritual. Amplia a compreensão do mundo interno e subjetivo, ao nos colocar mais perto de nós mesmos.

Narrar sem essa consciência - de onde o conto pode chegar e, que faíscas ele pode acender no ouvinte -, implica em agir apenas na dimensão do prático-corporal e do lógico-epistêmico. Significa atuar sob a lógica clássica, dual e limitada. Dar voz ao que vem de fora, daquilo que é dado pelo externo, imposto pelas instituições, aquilo que aceito, mas que nem sempre reconheço como meu. Nessa situação, a narrativa deixa de ser uma experiência compartilhada, que descortina o universo pessoal do sujeito e passa a ser, mais uma informação repassada.

Compartilhar: tomar parte de algo com alguém, estar junto, em todos os níveis. Compartilhar: um verbo importante para se conjugar, principalmente na contemporaneidade, esse tempo fragmentado e rápido, que exclui o estar com, principalmente comigo.  É preciso se entusiasmar para contar. É importante se permitir àquele intervalo de silêncio, perdido em algum lugar da nossa história. Há que se abrir um novo intervalo de tempo e descobrir o tempo de estar junto e de saborear uma história de amor.

Esse é o sentido da vida e de contar histórias!


 

  Cléo Busatto

Escritora e Contadora de histórias

www.cléobusatto.com.br

www.cleobusatto.blogspot.com

[1] BUSATTO, Cléo. Contar e encantar - pequenos segredos da narrativa. 5ª Ed. Petrópolis: Vozes, 2008.


ProUni divulga resultado da primeira etapa de inscrições

Publicado: Feb 13, 2010 por sabertv Arquivado em: Info-Educação

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, na noite desta sexta-feira (12), o resultado do Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas de estudo em instituições de ensino superior privadas.
No total, 148.327 estudantes foram pré-selecionados. Neste processo seletivo, foram ofertadas 165 mil bolsas, sendo 86 mil integrais e 79 mil parciais (50% da mensalidade), mas nem todos os candidatos atenderam aos critérios exigidos. 

Para acessar o resultado, o candidato precisa entrar no site do MEC e colocar o número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), número do CPF e senha.

As matrículas, com a apresentação dos documentos (veja aqui quais são), deverão ser feitas entre os dias 17 e 26. Para pleitear uma bolsa integral, o candidato deve ter faixa de renda de até 1,5 salário mínimo por membro da família. No caso de bolsa parcial, a faixa de renda deve ser de até 3 salários mínimos por integrante da família.

Segunda etapa

A segunda etapa será aberta do dia 4 de março ao dia 7. O resultado será divulgado no dia 10. Para se inscrever, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtido a média mínima de 400, considerando as quatro provas e a redação. Quem tirou zero na redação não poderá participar.
Só podem se candidatar alunos que não estejam ocupando outra vaga em instituição pública e que se encaixem nas faixas de renda determinadas pelo MEC. 

A central de atendimento do ministério funcionará durante todo o período de inscrições entre as 8h e as 20h pelo telefone 0800 616161. No último dia de inscrição da segunda etapa (7/3), o atendimento será das 8h às 23h59.

G1 - Globo.com


Crianças ignoram significado adulto de "pulseiras do sexo"

Publicado: Dec 9, 2009 por sabertv Arquivado em: Info-Educação

Pulseiras da amizade ou do sexo? Os adereços coloridos ganharam o braço dos jovens e também as páginas dos jornais. Para quem ainda não conhece, os plásticos fazem parte de um jogo que começou na Inglaterra e chegou ao Brasil pela internet.

Nele, a pessoa que tem sua pulseira arrebentada precisa cumprir a tarefa da cor correspondente. A brincadeira pode ir de um simples abraço à relação sexual de fato --mas, será que os pequenos dão mesmo este significado ao uso das pulseiras?

Fonte: INARA CHAYAMITI -
Folha Online


Amor condicional traz obediência, mas tem um custo!

Publicado: Nov 5, 2009 por sabertv Arquivado em: Info-Educação

Há mais de 50 anos, o psicólogo Carl Rogers sugeriu que simplesmente amar seus filhos não era suficiente. Temos de amá-los incondicionalmente, dizia ele - pelo que eles são, não pelo que eles fazem. Como pai, sei que essa é uma tarefa difícil, mas ela se torna ainda mais desafiadora agora que grande parte dos conselhos que recebemos corresponde exatamente ao contrário. De fato, recebemos dicas sobre a criação condicional, que vem em dois formatos: ativar a afeição quando as crianças são boas, retirar a afeição quando elas não são.
Assim o apresentador de talk show Phil McGraw nos conta, em seu livro "Family First" (Free Press, 2004), que as coisas de que as crianças precisam ou gostam devem ser oferecidas de forma contingencial, transformadas em recompensas a serem dadas ou retiradas, para que elas "se comportem de acordo com sua vontade". Ele acrescenta que "uma das moedas mais valorizadas por uma criança é a aceitação e a aprovação dos pais".
De forma semelhante, Jo Frost, do seriado "Supernanny", em seu livro homônimo (Hyperion, 2005), afirma: "As melhores recompensas são atenção, elogios e amor", e isso deve ser "retirado quando a criança se comporta mal, até que ela peça desculpas" - nesse momento, o amor é novamente ativado.

A criação condicional não se limita a pessoas autoritárias e quadradas. Algumas pessoas que gostam da ideia de espancar seus filhos escolhem disciplinar suas crianças isolando-as forçadamente, uma tática que preferimos chamar de "pausa". De modo oposto, "o reforço positivo" ensina as crianças que elas são amadas, e amáveis, apenas quando elas fazem o que nós decidimos que é "um bom trabalho".
Isso levanta a intrigante possibilidade de que o problema com os elogios não é que eles sejam feitos da forma errada - ou feitos muito facilmente, como insistem os conservadores sociais. Em vez disso, pode ser apenas mais um método de controle, análogo à punição. A principal mensagem de todos os tipos de criação condicional é que as crianças devem aprender a ganhar o amor dos pais. Uma regime contínuo desse, alertou Rogers, e as crianças podem acabar precisando de um terapeuta para oferecer a aceitação incondicional que eles não receberam.
Mas será que Rogers estava certo? Seria bom ter algumas evidências. Agora temos.
Em 2004, dois pesquisadores israelenses, Avi Assor e Guy Roth, se uniram a Edward L. Deci, um importante especialista americano sobre a psicologia da motivação, e perguntaram a mais de cem estudantes universitários se o amor que eles tinham recebido dos pais parecia depender de eles irem bem na escola, dedicarem-se aos esportes, mostrar consideração pelos outros ou suprimir emoções como raiva e medo.
Os resultados mostram que as crianças que receberam aprovação condicional realmente tinham maior tendência a agir da forma pretendida pelos pais. Porém, a obediência teve um preço muito alto. Primeiro, essas crianças tiveram tendência a nutrir ressentimentos pelos pais. Segundo, elas disseram que a forma como elas agiam era muitas vezes relacionada a "uma forte pressão interna", não "um verdadeiro sentimento de escolha". Além disso, a felicidade delas depois de ter sucesso em algo era geralmente curta, e elas muitas vezes se sentiam culpadas ou envergonhadas.
Num estudo comparativo, Assor e seus colegas entrevistaram mães de filhos já crescidos. Também com essa geração, a criação condicional se mostrou prejudicial. As mães que, quando crianças, sentiam ser amadas apenas quando atingiam as expectativas dos pais agora se valorizavam menos como adultas. Apesar dos efeitos negativos, essas mães tiveram maior tendência a usar a afeição condicional com seus próprios filhos.
No último mês de julho, os mesmos pesquisadores, agora acompanhados por dois colegas de Deci da Universidade de Rochester, publicaram duas replicações e extensões do estudo de 2004. Dessa vez, o alvo eram estudantes do último ano do ensino médio, e o fato de dar mais aprovação quando as crianças faziam o que os pais queriam foi cuidadosamente distinguido do fato de dar menos quando elas se comportavam mal.
Os estudos descobriram que tanto a criação condicional positiva quanto a negativa eram prejudiciais, mas de formas levemente diferentes. A versão positiva às vezes tinha sucesso em fazer com que as crianças trabalhassem mais duro em tarefas acadêmicas, mas ao custo de sentimentos pouco saudáveis de "compulsão interna". A criação condicional negativa não funcionou nem no curto prazo; apenas aumentou os sentimentos negativos dos adolescentes em relação aos pais.
O que esses e outros estudos nos dizem é que elogiar as crianças por terem feito algo certo não é uma alternativa significativa à punição quando elas fazem algo de errado. Ambos são exemplos de criação condicional, e ambos são contraproducentes.
O psicólogo infantil Bruno Bettelheim prontamente reconheceu que a versão negativa da criação condicional, conhecida como "pausa", pode causar "sentimentos profundos de ansiedade". "Quando nossas palavras não são suficientes", disse ele, "a ameaça da retirada do nosso amor e afeição é o único método são para causar a impressão de que é melhor a criança atender ao nosso pedido".
No entanto, os dados sugerem que a retirada do amor não é particularmente eficaz em obter obediência, muito menos promover o desenvolvimento moral. Mesmo quando conseguimos fazer com que a criança nos obedeça - digamos, usando o reforço positivo -, será que a obediência compensa o dano psicológico de longo prazo? O amor dos pais deve ser usado como uma ferramenta para controlar as crianças?
Questões mais profundas estão por trás de um tipo diferente de crítica. Albert Bandura, pai do ramo da psicologia conhecido como teoria da aprendizagem social, declarou que o amor incondicional "tornaria a criança sem direção e detestável" - uma afirmação da qual estudos empíricos discordam completamente.
A ideia de que crianças aceitas pelo que são não teriam direção diz muito mais sobre a visão pessimista daqueles que fazem esse tipo de alerta.
Na prática, segundo uma coletânea impressionante de dados feita por Deci e colegas, a aceitação incondicional por parte dos pais, assim como professores, deveria ser acompanhada pelo "apoio à autonomia": explicando razões para as solicitações, maximizando oportunidades para a criança participar de tomadas de decisão, motivando sem manipular, e imaginando ativamente como as coisas são do ponto de vista da criança.
A última dessas características é importante porque diz respeito à própria criação. A maioria de nós protestaria que, "claro, nós amamos nossas crianças, independente de qualquer coisa". Mas o que conta é como as coisas são sob a ótica da criança - se ela se sente tão amada quando faz bagunça ou comete falhas.
Rogers não disse isso, mas eu aposto que ele ficaria orgulhoso de ver menos demanda por terapeutas habilidosos se isso significasse que as pessoas estivessem crescessem com um sentimento de aceitação incondicional na infância.

*Alfie Kohn é autor de 11 livros sobre comportamento humano e educação, incluindo "Unconditional Parenting" e "Punished by Rewards"


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