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O DRAMA EM COLOCAR LIMITES NAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES NESTE SÉCULO! Parece que estão sempre agitados, confusos, frustrados, descontentes, estressados, ansiosos, ao mesmo tempo indiferentes...
Esquecem de pedir licença, desculpas, de dizer muito obrigado, foi sem querer, falam alto, gritam, respondem, teimam, ficam dependurados no telefone horas a fio, empurram, xingam, invadem, tomam emprestado e não devolvem, se sentem os donos do mundo! Por que será?
Essas e outras questões são abordadas nesta palestra sobre a complexa questão dos limites que pretende deixar claro para os pais e educadores com subsídios teóricos e práticos que "LIMITAR É AMAR, CUIDAR E PROTEGER".
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Carga Horária: 1h
Docente: Tânia Dias Queiroz | Professora graduada em História, pedagoga, atua como diretora, consultora e assessora pedagógica em grandes instituições educacionais públicas e privadas, atua também como palestrante. É pós-graduada em Didática, pós-graduada em Psicodrama pela PUC, mestranda em Tecnologias aplicadas à Educação, consultora associada da Coplanning Consultoria e Planejamento, palestrante do Sieeesp – Sindicato das escolas particulares do Estado de São Paulo, palestrante da CAEE. Atuou como consultora do SESI e do Play-center, como Consultora da FACAP – Faculdades de Ciências Aplicadas – São José dos Campos, como Assessora pedagógica das Editoras Ática e Scipione, como Consultora Pedagógica da Cultura Inglesa. Foi Assessora Geral Pedagógica da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e Ensino Médio em várias instituições, entre elas o Colégio Montessori Santa Terezinha e foi Coordenadora Geral Pedagógica do Ensino Fundamental e Ensino Médio do Colégio Domus Sapientiae e do Colégio Estela Maris. Atuou como Diretora Pedagógica do Grupo Magister, atua na Educação Infantil, no Ensino Bilíngüe, na Educação Complementar, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio nas unidades: Junior e Sabará. Autora, editora e coordenadora pedagógica de várias obras pedagógicas, infantis e para o público em geral pelas editoras: Rideel, STTIMA, Didática Paulista, Maranta e Editora Escolar. Como palestrante participou em inúmeros eventos, como a SABER 2002, 2004, 2005 e 2006. Organizou o III Encontro de Educação – Da Oralidade à Ação em Campos do Jordão com o apoio da Prefeitura Municipal de Campos do Jordão da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social e da Secretaria de Educação de Campos de Jordão. Participou da II Jornada Educativa – Nova Xavantina – MT – A Arte de Educar promovido pelas Irmãs da Mãe Dolorosa – Ordem III de São Francisco. Participou como palestrante no Congresso Internacional de Educação - Unicastelo – Universidade Camilo Castelo Branco. Desde a publicação dos PCNs, vem ministrando em todo o Brasil, cursos, oficinas e palestras, sobre a importância da educação individualizada, em como desenvolver as competências e habilidades no cotidiano escolar, avaliação por competências e habilidades, como implantar projetos interdisciplinares, transdisciplinares e transversais, como resgatar os valores e as virtudes em sala de aula, como diagnosticar e intervir nas dificuldades da aprendizagem, sobre a importância da educação emocional, da ética na era digital, entre outros temas, para educadores e pais, em escolas públicas e particulares, em secretarias estaduais e municipais, em faculdades e universidades. Elaborou atividades pedagógicas sobre a transversalidade para a revista Educação da editora Segmento, e concebeu a revista PCNE – Professor Criativo na Escola pela editora Didática. Atualmente escreve artigos e ministra cursos à distância para a Revista Direcional Escola, para o site da Sabertv e para a revista Guia Prático para Professores da Educação Infantil e para professores de 1a a 4a série do fundamental de 8 anos (de 1o ao 5 ano do fundamental de 9 anos).
Promover o cuidado profissional a crianças em creches, pré-escola, núcleos educativos, abrigos e unidades básicas de saúde, com ênfase na promoção do cuidado, da saúde e desenvolvimento, e no controle das doenças.
O curso tem como objetivo preparar o Educador , para a aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de competências relativos aos cuidados a prestar à criança e ao adulto em situação de urgência e emergência.
Carga Horária: 20h
A Preventiva surgiu como um centro de qualificação especializado em cursos de Primeiros Socorros especialmente desenvolvido para atendimento a Bebês, Crianças, Adolescentes e Adultos em Escolas, Indústria, Comércio, clubes, eventos e particulares. |
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· Princípios Fundamentais Primeiros Socorros
· Primeiros Socorros em Urgências Clínicas
· Parada Cardiorrespiratória
· Infarto Agudo do Miocárdio
· Obstrução das Vias Aéreas por Corpo Estranho (Engasgo)
· Febre
· Sangramento Nasal
· Hemorragias
· Convulsão
· Desmaio
· Primeiros Socorros em Acidentes
· Trauma Raqui medular (TRM)
· Trauma de Crânio
· Fraturas
· Entorses
· Luxações
· Técnicas de Imobilização Ortopédica
· Câimbras
· Estiramento
· Ferimentos
· Queimaduras
· Afogamento
· Intoxicações
· Choque Elétrico
· Acidentes com Animais
· Caixa de Primeiros Socorros
A sociedade contemporânea passa por urgentes e necessárias mudanças de acordo com as demandas emergentes, o que vem obrigando a todos os profissionais que atuam no competitivo mercado de trabalho a uma constante revisão e atualização de conhecimentos. Entre as exigências pode-se constatar a necessidade ao atendimento às pessoas com deficiências: visuais, auditivas, físicas, mentais, múltiplas, com distúrbios de conduta, superdotação ou altas habilidades, ou seja, o atendimento às pessoas que apresentam deficiência e que precisam ser incluídas na dinâmica social. De acordo com a LEI N.º 10.436 de 24 de abril de 2002, expressa que "Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil." Além da garantia da comunicação da pessoa surda ou deficiente auditiva, o curso de LIBRAS vem proporcionar ao comunicador em LIBRAS, melhores oportunidades no atual mercado de trabalho.
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Carga Horária: 20h
DOCENTE: ANDRÉIA MASSA Stricto Sensu: Mestrado Interdisciplinar em Educação, Administração e Comunicação. Instituição: Universidade São Marcos Lato Sensu: Letras (Especialista em Literatura Contemporânea) Instituição: FIEO – Fundação Instituto de Ensino para Osasco / Osasco – S.P. Graduação: Letras – Licenciatura Português/Inglês Instituição: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras “Prof. José A. Vieira |
A educação brasileira vem sofrendo problemas de estrutura e de má gestão, sem que os responsáveis pela política educacional da Nação se deem conta das causas e procurem meios para solucioná-las. Sabidamente as dificuldades não estão na falta de verbas, pois elas existem e em quantidade suficiente. O maior entrave está na gestão dos recursos e na implementação dos programas de melhoria do ensino.
Pesquisa recente elaborada pelo Ibope, por solicitação da Fundação Victor Civita, apresenta resultados de estarrecer. Mostra que a grande maioria dos diretores das escolas públicas estão despreparados para a função e distantes das práticas que funcionam em todo o mundo. O fato é mais grave quando se sabe que 98% deles não se acham responsáveis pelas notas baixas e pelo fraco desempenho dos seus alunos e da sua escola. Eles gastam muito mais tempo com atividades administrativas, como por exemplo conferindo a merenda escolar, do que com trabalho em sala de aula.
E o pior, segundo a pesquisa, mais de 60% dos diretores não se julgam suficientemente preparados para a sua função e nem têm ideia da situação de sua escola perante as outras. Falta-lhes todos os pré-requisitos que os especialistas definem como básicos para o desempenho da função, ou seja, eles têm que se dedicar muito mais a administrar a sala de aula e os conteúdos a serem passados para seus alunos do que cuidar da merenda escolar e de outras tarefas que deveriam ser desempenhadas por outras pessoas especialmente contratadas para esse fim.
A educação brasileira precisa ser repensada, com o envolvimento de toda a sociedade e, principalmente, dos pais dos alunos das escolas públicas. É imperioso que qualifiquemos e capacitemos nossos mestres, a começar pelos diretores das escolas, os responsáveis pelas unidades escolares e, em cadeia, preparando professores, coordenadores e pessoal administrativo. A julgar pelos resultados da pesquisa, estamos no fundo do poço. É necessário traçar um plano para melhorar o desempenho e conseguir motivar os professores para que todos trabalhem na mesma direção. Nesse sentido, uma boa avaliação é importante para que possamos atualizar e qualificar os comandantes das salas de aula.
É necessário que os diretores, que são os gestores das escolas públicas, passem por uma reciclagem para verificar se realmente têm condições de comandar esse processo. Antes de dar um cargo de direção a eles, os responsáveis pelo setor educacional brasileiro deveriam testá-los e submetê-los a treinamentos adequados para exercer tal função.
Por diversas vezes tive a oportunidade de manifestar minha opinião de que o verdadeiro problema da escola pública não é a falta de verbas. Elas existem e em quantidade suficiente. Falta na verdade uma política austera, pensada e elaborada, para colocar a serviço do jovem brasileiro. Caso contrário, continuaremos a frequentar os últimos lugares em todas as pesquisas que se fizerem perante os outros países do mundo. Não é isso que precisamos, nem queremos. É hora de arregaçar as mangas e pensar a nova educação brasileira.
Benjamin Ribeiro da Silva Presidente Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo e-mail: benjamin@einstein24h.com.br
O Congresso Nacional criou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o financiamento com verbas públicas das associações de apoio ao Movimento dos Sem-Terra, além do eventual desvio desses recursos para financiar invasões de propriedades rurais produtivas e prédios públicos. Os fatos são graves e merecem ser investigados, mas o que deveria chamar mais a atenção de todos é a pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao Ibope
Os dados apresentados no levantamento do Ibope são alarmantes, como, por exemplo, o alto índice de analfabetismo e o trabalho infantil entre os assentados. Os números mostram que 21% deles são analfabetos, sendo que a média brasileira é de 9%. Grande parte dos sem-terra, ou seja 47%, têm até a 4ª série do ensino fundamental e 12% têm o ensino médio ou superior. Já o trabalho infantil atinge 19% das crianças, sendo que nos assentamentos do Pará esse índice chega a 30%.
Como se vê, a posse da terra não gera renda nem bem-estar aos assentados, que vivem em situação de extrema pobreza por falta de investimentos na área de tecnologia e assistência técnica, o que pode ser resumido na falta de meios para educá-los e transformá-los em cidadãos de primeira. Tanto da parte do governo e de instituições envolvidas com o movimento, como da parte dos mais radicais, que defendem as invasões, não existe a preocupação de dar melhores condições de sobrevivência e de uma vida mais digna, propiciando meios para que os jovens envolvidos com o MST tenham condições de estudar e se preparar para fazer bom uso da terra.
Não adianta ceder terras para quem não sabe fazer uso delas. Há necessidade de educar e dar condições para que os assentados usufruam desse benefício produzindo mais alimentos para o país e saiam da situação de miséria que vivem. Atualmente, muitos dos que recebem terra não conseguem desenvolver suas culturas e acabam repassando os imóveis que receberam para terceiros. Dessa forma, dificilmente conseguiremos fazer uma reforma agrária séria e com resultados.
Os números da pesquisa são bem claros, mostrando que 40% dos assentados têm renda individual de um quarto de salário mínimo, ou seja em situação de extrema pobreza e 37% com renda de um salário mínimo. A maioria deles, 75%, não tem acesso ao programa de credito rural do governo devido a falta de documentação da propriedade e da falta de comprovação da produção como garantia para financiamento, além da inadimplência.
Outro dado importante da pesquisa mostra que 39% dos assentados são os primeiros beneficiários do programa de reforma agrária e 46% compraram a terra de outra pessoa. Isso prova que existe a possibilidade de venda irregular de terra e, pelo programa, a terra só pode ser vendida depois de dez anos, se for um assentamento consolidado e com toda infraestrutura.
Como se pode notar, tem muita coisa a ser investigada, debatida e acertada. O ideal seria dar meios para que pudéssemos fixar os agricultores no campo, dando-lhes condições de estudar, adquirir a terra, utilizar modernas tecnologias e produzir. Todos sairiam ganhando: a população em geral, que teria mais alimentos, e os agricultores, que poderiam ter uma vida dedicada ao cultivo e a sobrevivência.
Benjamin Ribeiro da Silva
Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo e-mail : benjamin@einstein24h.com.br
A Conferência Nacional de Educação, encontro promovido pelo Ministério da Educação e Cultura, acontece em Brasília no mês de março do próximo ano e pretende discutir a construção do sistema nacional articulado de educação. Além de avaliar e apontar os caminhos, o evento tem como objetivo apresentar diretrizes para o novo Plano Nacional de Educação. Os responsáveis pela organização afirmam que um dos desafios é mobilizar estudantes, pais, profissionais da educação, agentes públicos e sociedade civil para ocupar os espaços de debate.
Mas, na verdade, a escola particular que tem muito a oferecer para a construção do novo plano, jamais foi convidada para participar do debate, que fica restrito ao poder público. Nós, como representantes do setor privado de ensino, somos meros assistentes, sem vez, nem voz, nessas discussões. Mesmo sendo discriminados pelos formuladores da política educacional brasileira, resolvemos prestar nossa colaboração.
Por meio da Federação Nacional das Escolas Particulares e seus sindicatos filiados, formamos uma comissão de educadores e formulamos um documento de 11 páginas com as proposições do setor privado de ensino, para que sejam contempladas na construção do referido plano. O intuito de agregar nossas reflexões remete à necessidade de oferecer nossa contribuição como agentes de transformação da sociedade de maneira digna, eficaz e permanente.
Já que, como das vezes anteriores, não conseguimos entrar no mundo fechado que se transformou essa Conferência, resolvemos enviar o documento com as sugestões da escola particular para os governos municipais paulistas para que sirva como sugestão e contribuição para o evento de 2010. Esperamos agregar, de forma indireta, a experiência da escola particular nesse planejamento tão importante.
Por ocasião da Conferência realizada em 2008, nós, gestores da educação privada, irritados com a desconsideração dos responsáveis pelo conclave, publicamos uma moção de repúdio, afirmando que sempre acreditamos que podemos contribuir de maneira significativa para a melhoria da educação pública brasileira, porém precisamos ser respeitados pelo trabalho que fazemos. A discriminação e o preconceito são crimes previstos em lei, e muito exigidos pelos movimentos sociais. Porém, na Conferência do ano passado o que se assistiu foi um constrangedor espetáculo de discriminação e preconceito contra a escola particular.
Somos sempre convidados para a solenidade de abertura, mas nunca pudemos nos manifestar, expor a nossa opinião e transmitir a experiência de longos anos para a melhoria da qualidade do ensino público brasileiro. Entendemos que não existe educação pública ou particular, existe apenas a educação brasileira, a qual deve agregar a todos que se interessam e querem contribuir para o seu engrandecimento. Infelizmente, não é isso que acontece com os formuladores da nossa política educacional. Está na hora de rever essa posição e colocar ao lado do ensino brasileiro aqueles que realmente querem colaborar.
Benjamin Ribeiro da Silva Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo e-mail: benjamin@einstein24h.com.br

Há mais de 50 anos, o psicólogo Carl Rogers sugeriu que simplesmente amar seus filhos não era suficiente. Temos de amá-los incondicionalmente, dizia ele - pelo que eles são, não pelo que eles fazem. Como pai, sei que essa é uma tarefa difícil, mas ela se torna ainda mais desafiadora agora que grande parte dos conselhos que recebemos corresponde exatamente ao contrário. De fato, recebemos dicas sobre a criação condicional, que vem em dois formatos: ativar a afeição quando as crianças são boas, retirar a afeição quando elas não são. Assim o apresentador de talk show Phil McGraw nos conta, em seu livro "Family First" (Free Press, 2004), que as coisas de que as crianças precisam ou gostam devem ser oferecidas de forma contingencial, transformadas em recompensas a serem dadas ou retiradas, para que elas "se comportem de acordo com sua vontade". Ele acrescenta que "uma das moedas mais valorizadas por uma criança é a aceitação e a aprovação dos pais". De forma semelhante, Jo Frost, do seriado "Supernanny", em seu livro homônimo (Hyperion, 2005), afirma: "As melhores recompensas são atenção, elogios e amor", e isso deve ser "retirado quando a criança se comporta mal, até que ela peça desculpas" - nesse momento, o amor é novamente ativado.
A criação condicional não se limita a pessoas autoritárias e quadradas. Algumas pessoas que gostam da ideia de espancar seus filhos escolhem disciplinar suas crianças isolando-as forçadamente, uma tática que preferimos chamar de "pausa". De modo oposto, "o reforço positivo" ensina as crianças que elas são amadas, e amáveis, apenas quando elas fazem o que nós decidimos que é "um bom trabalho". Isso levanta a intrigante possibilidade de que o problema com os elogios não é que eles sejam feitos da forma errada - ou feitos muito facilmente, como insistem os conservadores sociais. Em vez disso, pode ser apenas mais um método de controle, análogo à punição. A principal mensagem de todos os tipos de criação condicional é que as crianças devem aprender a ganhar o amor dos pais. Uma regime contínuo desse, alertou Rogers, e as crianças podem acabar precisando de um terapeuta para oferecer a aceitação incondicional que eles não receberam. Mas será que Rogers estava certo? Seria bom ter algumas evidências. Agora temos. Em 2004, dois pesquisadores israelenses, Avi Assor e Guy Roth, se uniram a Edward L. Deci, um importante especialista americano sobre a psicologia da motivação, e perguntaram a mais de cem estudantes universitários se o amor que eles tinham recebido dos pais parecia depender de eles irem bem na escola, dedicarem-se aos esportes, mostrar consideração pelos outros ou suprimir emoções como raiva e medo. Os resultados mostram que as crianças que receberam aprovação condicional realmente tinham maior tendência a agir da forma pretendida pelos pais. Porém, a obediência teve um preço muito alto. Primeiro, essas crianças tiveram tendência a nutrir ressentimentos pelos pais. Segundo, elas disseram que a forma como elas agiam era muitas vezes relacionada a "uma forte pressão interna", não "um verdadeiro sentimento de escolha". Além disso, a felicidade delas depois de ter sucesso em algo era geralmente curta, e elas muitas vezes se sentiam culpadas ou envergonhadas. Num estudo comparativo, Assor e seus colegas entrevistaram mães de filhos já crescidos. Também com essa geração, a criação condicional se mostrou prejudicial. As mães que, quando crianças, sentiam ser amadas apenas quando atingiam as expectativas dos pais agora se valorizavam menos como adultas. Apesar dos efeitos negativos, essas mães tiveram maior tendência a usar a afeição condicional com seus próprios filhos. No último mês de julho, os mesmos pesquisadores, agora acompanhados por dois colegas de Deci da Universidade de Rochester, publicaram duas replicações e extensões do estudo de 2004. Dessa vez, o alvo eram estudantes do último ano do ensino médio, e o fato de dar mais aprovação quando as crianças faziam o que os pais queriam foi cuidadosamente distinguido do fato de dar menos quando elas se comportavam mal. Os estudos descobriram que tanto a criação condicional positiva quanto a negativa eram prejudiciais, mas de formas levemente diferentes. A versão positiva às vezes tinha sucesso em fazer com que as crianças trabalhassem mais duro em tarefas acadêmicas, mas ao custo de sentimentos pouco saudáveis de "compulsão interna". A criação condicional negativa não funcionou nem no curto prazo; apenas aumentou os sentimentos negativos dos adolescentes em relação aos pais. O que esses e outros estudos nos dizem é que elogiar as crianças por terem feito algo certo não é uma alternativa significativa à punição quando elas fazem algo de errado. Ambos são exemplos de criação condicional, e ambos são contraproducentes. O psicólogo infantil Bruno Bettelheim prontamente reconheceu que a versão negativa da criação condicional, conhecida como "pausa", pode causar "sentimentos profundos de ansiedade". "Quando nossas palavras não são suficientes", disse ele, "a ameaça da retirada do nosso amor e afeição é o único método são para causar a impressão de que é melhor a criança atender ao nosso pedido". No entanto, os dados sugerem que a retirada do amor não é particularmente eficaz em obter obediência, muito menos promover o desenvolvimento moral. Mesmo quando conseguimos fazer com que a criança nos obedeça - digamos, usando o reforço positivo -, será que a obediência compensa o dano psicológico de longo prazo? O amor dos pais deve ser usado como uma ferramenta para controlar as crianças? Questões mais profundas estão por trás de um tipo diferente de crítica. Albert Bandura, pai do ramo da psicologia conhecido como teoria da aprendizagem social, declarou que o amor incondicional "tornaria a criança sem direção e detestável" - uma afirmação da qual estudos empíricos discordam completamente. A ideia de que crianças aceitas pelo que são não teriam direção diz muito mais sobre a visão pessimista daqueles que fazem esse tipo de alerta. Na prática, segundo uma coletânea impressionante de dados feita por Deci e colegas, a aceitação incondicional por parte dos pais, assim como professores, deveria ser acompanhada pelo "apoio à autonomia": explicando razões para as solicitações, maximizando oportunidades para a criança participar de tomadas de decisão, motivando sem manipular, e imaginando ativamente como as coisas são do ponto de vista da criança. A última dessas características é importante porque diz respeito à própria criação. A maioria de nós protestaria que, "claro, nós amamos nossas crianças, independente de qualquer coisa". Mas o que conta é como as coisas são sob a ótica da criança - se ela se sente tão amada quando faz bagunça ou comete falhas. Rogers não disse isso, mas eu aposto que ele ficaria orgulhoso de ver menos demanda por terapeutas habilidosos se isso significasse que as pessoas estivessem crescessem com um sentimento de aceitação incondicional na infância.
*Alfie Kohn é autor de 11 livros sobre comportamento humano e educação, incluindo "Unconditional Parenting" e "Punished by Rewards"
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