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Rio de Janeiro – O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, disse hoje (22) que a reconstrução da sede da entidade, destruída durante o regime militar, representa uma reparação à democracia brasileira. O prédio, na Praia do Flamengo, na zona sul da cidade do Rio, pegou fogo em 1964 e demolido anos depois pelo governo militar.
O terreno chegou a sair das mãos da instituição por vários anos, até que, em 2007, a Justiça devolveu-o à UNE. Um projeto do Poder Executivo, que tramita no Senado Federal, reconhece a responsabilidade do Estado brasileiro pela destruição do prédio e, por isso, prevê uma indenização de até R$ 30 milhões para sua reconstrução.
Na última terça-feira (20), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou o projeto. Os próximos passos são a aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a sanção do presidente da República.
“Várias gerações lutaram por isso [a reconstrução da sede]. A medida mostra respeito à instituição e ao que ela representa. Após 36 anos de espera, é uma reparação à democracia brasileira. Agora a expectativa é para que nos próximos meses esse projeto se concretize”, afirmou Chagas.
Em 2007, aniversário de 70 anos da UNE e mesmo ano em que o terreno voltou às mãos da entidade, Oscar Niemeyer entregou um projeto para a reconstrução da Casa do Poder Jovem, como está sendo chamada a futura sede. No novo prédio, de 13 andares, estão previstos um teatro e um centro de memória do Movimento Estudantil.
Johnny Heringe, da União Estadual de Estudantes (UEE) do Rio de Janeiro, acredita que a ação faz parte de um movimento de resgate da memória do povo brasileiro. Com o orçamento da nova sede previsto em R$ 30 milhões, a UNE faz uma campanha paralela de arrecadação. “Enquanto não recebemos o dinheiro da indenização, estamos angariando verba com a venda de carteirinha e de doações de estudantes”, conta o tesoureiro.
Segundo a representante da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) Ariana Souza, o espaço previsto para o novo prédio torna o lugar ideal para reunir membros e organizar trabalhos e pautas, além de a história da sede da Praia do Flamengo ser uma referência para os estudantes. “Estaremos de volta à nossa casa”, resume.
Amanda Cieglinski Repórter da Agência Brasil
Brasília – Nos últimos anos, as competições e desafios educacionais ganharam espaço nas escolas públicas e particulares do país. As Olimpíadas do Conhecimento vão se sucedendo e hoje já existe praticamente uma para cada disciplina. A mais popular delas, a Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), recebeu 19 milhões de inscrições para a edição deste ano.
Na opinião dos educadores, as olimpíadas podem causar um efeito positivo no aprendizado, mas é preciso ter cuidado com o excesso de competitividade. “A competição tem um lado positivo, porque estimula o aluno a superar seus limites e, quando não há motivação, há diminuição do esforço. Mas é preciso ficar atento ao excesso de cobrança, que pode causar angústia e prejudicar o aprendizado”, afirma a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonato.
O professor de Márcio Lopes, do Colégio Polivalente, de Brasília, participa da Obmep desde as sua primeira edição, em 2005. Segundo ele, os efeitos da olimpíada no aprendizado são positivos. “Muitos alunos ficaram empolgados com o estilo da prova e passaram a se interessar mais pela matemática. A competição muda a rotina da sala de aula, mas despertar esse interesse”, diz Lopes.
O professor trabalha com alunos do 5° e 6° anos do ensino fundamental e está animado para a disputa deste ano. Lopes teme não ter tempo para preparar seus alunos, pois as provas deste ano foram antecipadas para o primeiro semestre. “Procuro pegar questões de anos anteriores da Obmep para estudar com eles, trabalhar a parte dos enunciados.”
Quézia Bombonato aconselha as escolas a trabalhar as diversas habilidades do aluno, participando de olimpíadas de diferentes áreas. “Os alunos vão se dando conta de suas competências se isso for bem trabalhado pela escola. Mas não dá para esperar que todos mundo seja bom em matemática, por exemplo. As diferenças individuais precisam ser respeitadas”, alerta a psicopedagoga .
Algumas olimpíadas ainda estão com inscrições abertas. São as seguintes:
Olimpíada de Língua Portuguesa – Escrevendo o futuro: Redes estaduais e municipais de ensino podem se inscrever até 14 de maio para participar da competição. Depois desse cadastro, os professores interessados fazem a adesão. Podem participar alunos do 5° ao 9° anos do ensino fundamental. Informações: www.escrevendoofuturo.org.br .
Olimpíada Brasileira de Física: Inscrições pela internet (www.sbf1.sbfisica.org.br/olimpiadas/obf2010)até 6 de agosto. O credenciamento deve ser feito pelo próprio professor. A OBF é organizada pela Sociedade Brasileira de Física e destina-se a alunos do ensino médio e do 9° ano do ensino fundamental. Os primeiros colocados poderão participar de competições internacionais.
Olimpíada Brasileira de Biologia: Podem participar estudantes dos três anos do ensino médio. As inscrições devem ser feitas pela internet (www.anbiojovem.org.br )até o dia 27 deste mês. Os quatro primeiros colocados vão compor a equipe brasileira que vai participar da Olimpíada Internacional de Biologia na Coreia.
Amanda Cieglinski Repórter da Agência Brasil
Brasília - A partir de hoje (15), as 300 escolas da rede pública que vão participar do programa Um Computador por Aluno (UCA) começam a receber os laptops. No primeiro lote serão distribuídos 33.765 máquinas para 85 escolas em dez estados até 13 de maio. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), até o final de 2010 serão entregues 150 mil computadores.
As escolas participantes do programa foram escolhidas pelas secretarias estaduais de educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Cada uma delas deve definir, de acordo com seu projeto pedagógico, a forma como os computadores serão utilizados em sala de aula. Segundo o MEC, os equipamentos possuem um sistema de segurança que desativa o computador caso ele permaneça muito tempo fora da escola. O prazo de garantia das máquinas é de um ano.
Cada laptop do UCA saiu por R$ 550. O total de investimento no programa foi de R$ 82 milhões. O equipamento tem 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, bateria com autonomia mínima de três horas e peso de 1,5 quilo.
Daniel Mello Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Quase um terço dos estudantes brasileiros entre a 5ª e 8ª séries do primeiro grau já sofreu maus tratos. Segundo pesquisa divulgada hoje (14) pela organização não governamental (ONG) Plan Brasil, 28% dos 5.168 estudantes entrevistados para a pesquisa foram agredidos em 2009.
Quando esses maus tratos são recorrentes, acontecendo mais de três vezes no mesmo ano, configuram, de acordo com a metodologia da pesquisa, em bullying. O termo designa todo o tipo de atitudes agressivas, verbais ou físicas, praticadas repetidamente por um ou mais estudantes contra outro aluno. Estiveram envolvidos em bullying 17% dos estudantes: 10% como vítimas, 10% como agressores, sendo que 3% eram tanto os que sofreram como praticaram os maus tratos.
Os mais atingidos por esses fatos são os meninos. Segundo o estudo, 12,5% dos estudantes do sexo masculino foram vítimas desse tipo de agressão, número que cai para 7,6% entre as meninas. A sala de aula é apontado como local preferencial das agressões, onde acontecem cerca de 50% dos casos relatados.
As regiões onde a prática se mostrou mais frequente foram a Sudeste, com 12,1% dos estudantes assumindo ter praticado o bullying, e Centro-Oeste, onde 14% confessaram esse tipo de atitude. O Nordeste é a região do país onde o bullying é menos comum, apenas entre 7,1% dos estudantes.
A educadora Cléo Fante diz ser importante que os pais e professores estejam atentos e saibam diferenciar o bullying de uma brincadeira entre os jovens. “O bullying não é uma simples brincadeira de criança ou apelido que às vezes constrange. Tem casos que são gravíssimos, chegam a espancamentos. A criança não pode ir na escola, porque sabe que vai apanhar.”
Essas práticas violentas acabam por causar prejuízos na aprendizagem dos agredidos, os sintomas mais citados pelos jovens ouvidos foram a perda do entusiasmo, perda da concentração e o medo de ir à escola. Os agressores também têm problemas, segundo Cléo Fante. Muitos acabam ficando deslocados ao chegar ao ensino médio, quando o bullying é menos tolerado.
Ela exemplificou essa situação com base em um grupo de jovens agressores e agredidos que acompanha. “Muitos [dos jovens] já desistiram da escola. Um que foi morto pela polícia, era um agressor. Ele acabou desistindo da escola, se envolvendo com drogas, se envolvendo com gangues e com tráfico.”
A educadora disse que é difícil definir quais são os fatores que geram o bullying. De acordo com Fante, tanto a família como a escola propiciam, por diversos motivos, esse tipo de prática. Ela ressaltou a própria cultura divulgada pelos meios de comunicação como uma incentivadora da agressão. “Os programas humorísticos geralmente pegam como alvo grupos de minorias. É o anãozinho, o portador de nanismo, o negro, o homossexual. Então são esses grupos que eles fazem "zoação", que eles apelidam e constrangem”, exemplificou.
As escolas não tem, de acordo com Fante, estratégias para lidar com o bullying e outras forma de violência escolar. Ela destacou, entretanto, que não existe um método definido para lidar com essas situações. “Se existisse uma receita pronta, todas as escolas utilizariam. Cada criança age de um jeito”, ponderou
A melhor maneira de agir, na opinião da especialista, é analisar os casos individualmente e tentar descobrir o motivo da agressão, além de conscientizar os envolvidos no processo do ensino “Nós temos que atuar muito mais de uma forma sistêmica, trabalhar com as crianças, com a família, com a escola e com as instituições e atores sociais”.
Elaine Patricia Cruz Repórter da Agência Brasil
São Paulo - O Ministério da Educação (MEC) informou hoje (12), por meio de nota, que vai entrar com ações penais e cíveis contra dirigentes do Instituto Brasileiro de Pesquisa de Qualidade Gomes Pimentel (IBPQGP), sediado em Guarulhos (SP), responsável pela entrega do Prêmio Nacional de Excelência em Qualidade no Ensino a várias instituições de educação brasileiras. A denúncia, feita pelo jornal Folha de S.Paulo, é de que o instituto se identificava nas escolas e universidades afirmando ter vínculos com o Ministério da Educação e pedindo pagamento para a entrega do prêmio. O ministério negou qualquer vínculo com o prêmio ou com a instituição.
Para investigar o caso na esfera penal, o Ministério da Educação pediu que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito e investigue a existência de crimes de falsidade ideológica e formação de quadrilha. A PF de São Paulo disse que aguarda uma notificação oficial do MEC.
Já na esfera cível, o ministério e a Advocacia-Geral da União (AGU) pedirão que o Instituto Gomes Pimentel identifique todas as instituições de ensino que receberam os certificados e prêmios e os recolha. Também deverá ser pedida uma reparação por dano patrimonial à coletividade, por danos causados aos pais, alunos e familiares que se matricularam nas instituições de ensino enganados com o falso certificado.
Pequisas feitas pela Agência Brasil na internet mostraram que o prêmio concedido pelo instituto tinha até um selo de qualidade, com o logotipo do governo federal. O prêmio foi distribuído para instituições como a Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), no ano passado; para o Colégio Santa Marcelina, em Belo Horizonte (MG), em 2006; para o Instituto de Educação Nossa Senhora Medianeira, em Barra do Piraí (RJ), em 2007; para o Colégio Anjos Custódios, de Marialva (PR), em 2008; para a Associação Educacional, Cultural e Assistencial Miesperanza, de Macaé (RJ), entre outros.
Nas páginas eletrônicas dessas instituições, uma carta assinada por Luiz Nogueira, que se identifica como diretor-geral do Instituto Gomes Pimentel, é endereçada a essas escolas e universidades com a seguinte justificativa para a entrega do prêmio: “O resultado das pesquisas foi determinante para a confirmação da referida premiação, sendo que outros aspectos relevantes estão abordados na classificação desta entidade de ensino, pesquisas elaboradas pela divisão de qualidade do IBPQGP, através dos dados de avaliação e resultados do Ministério da Educação e Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e pesquisas do Instituto”.
A Agência Brasil procurou várias entidades que estavam na lista de premiadas. Mas apenas a Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) respondeu à reportagem dizendo que foi procurada pelo Instituto Gomes Pimentel no ano passado. Ainda segundo a Uniplac, a informação sobre a premiação chegou por email.
“Depois disso, não entramos em contato com o tal instituto nem fomos procurados. Percebemos que poderia ser um golpe e ignoramos a informação, mas cometemos o equívoco de não deletar [essa informação] de nossa página, talvez por esquecimento ou desatenção.” A Agência Brasil procurou falar com o Instituto Gomes Pimentel por e-mail e telefone, mas até o momento não obteve sucesso.
Alana Gandra Repórter da Agência Brasil
Brasília - O 5º Censo do Investimento Social Privado (ISP) no Brasil, elaborado pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife) para o período 2007/2009, aponta que o maior volume de investimentos continua sendo aplicado na área da educação, concentrados na população jovem e direcionados principalmente às regiões Sudeste e Sul do país. Cultura e artes, formação para o trabalho e meio ambiente são outras áreas de destaque do ISP brasileiro.
Realizado a cada dois anos pelo Gife, o censo teve os resultados preliminares divulgado hoje (7) durante o 6º Congresso Gife sobre Investimento Social Privado, no Rio de Janeiro. A conclusão do levantamento deverá ser publicada em outubro deste ano.
Composta por organizações de origem empresarial, familiar, independente e comunitária que investem em projetos sociais, culturais e ambientais de finalidade pública, a Rede Gife fez investimentos de R$ 2,015 bilhões no Brasil em 2008.
Em 2010, a previsão é que o ISP alcance em torno de R$ 2,012 bilhões, recuperando o patamar pré-crise global, disse o secretário-geral da entidade, Fernando Rossetti. O aumento esperado é de 6,23% sobre os R$ 1,894 bilhão investidos no ano passado pelos associados da rede. “Filantropia está ligada ao momento econômico, à riqueza”, salientou. A tendência, segundo Rossetti, é o ISP “passar a ser uma unidade de inteligência social das empresas, buscando maior profissionalização, parcerias e diversificação”.
O secretário-geral do Gife comentou também a relação entre o investimento social privado e a crise internacional. A conclusão é que não houve grande impacto. Os investimentos tiveram redução de 6% em 2009, em comparação ao ano anterior. Entretanto, a maioria dos investimentos programados, equivalente a 45% do total, permaneceu inalterada no ano passado, enquanto 29% registraram ligeira redução e 18% tiveram uma diminuição significativa.
O Gife é formado por associações e fundações empresariais (54%), empresas (24%), fundos independentes ( 11%), fundações comunitárias (6%) e fundações familiares (3%). De acordo com dados da pesquisa Ação Social das Empresas, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o grupo de organizações filiadas ao Gife responde por cerca de 20% do montante investido pelo setor privado brasileiro na área social.
Paulo Virgílio Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Assim como as escolas das redes municipal e estadual, as universidades e a maior parte dos estabelecimentos da rede particular suspenderam as aulas hoje (6) devido à forte chuva que atinge a capital fluminense desde ontem (5).
Vários pontos da cidade estão alagados e 17 pessoas morreram, segundo o Corpo de Bombeiros.
As atividades escolares também foram suspensas em todas as unidades de ensino técnico e profissionalizante da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec), segundo nota divulgada pela entidade.
Vários órgãos públicos e grandes empresas, públicas e privadas, suspenderam as atividades administrativas ou tornaram o ponto facultativo, porque os diversos pontos de alagamento, em todas as áreas da cidade, impedem o deslocamento de funcionários até o trabalho.
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A proposta de emenda à Constituição (PEC) que amplia a obrigatoriedade do ensino, aprovada em 2009, vai atender a 3,5 milhões de crianças entre 4 e 5 anos e jovens entre 15 e 17 anos que estão fora da escola. A estimativa é da secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda.
Hoje, apenas a matrícula no ensino fundamental (7 a 14 anos) é obrigatória. Com a aprovação da PEC, estados e municípios serão obrigados a oferecer, até 2016, a pré-escola (4 a 5 anos) e o ensino médio (15 a 17 anos) a toda a população nessa faixa etária – e a família também pode ser penalizada se não fizer a matrícula.
O assunto foi debatido hoje (29) durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), em Brasília. Especialistas, professores, representantes de movimentos sociais e dirigentes municipais de educação questionaram a aprovação da medida. Na opinião de alguns, a obrigatoriedade não garante a universalização dessas etapas de ensino.
Para o especialista em educação infantil Vital Didonet, é preciso combinar mais financiamento com a melhoria da qualidade da oferta para atrair essas crianças e jovens para a escola. “A obrigatoriedade não é eficaz para a universalização. A obrigatoriedade do ensino fundamental já vigorava há décadas, mas o salto das matrículas só ocorreu quando foi criado o Fundef [o antigo Fundo de Financiamento do Ensino Fundamental]”, defendeu.
Para Pilar, a nova faixa de obrigatoriedade é importante, porque “coloca a questão do direito à educação em outro patamar”. Ela ressaltou que a intenção não é “criminalizar” nem os pais, que não matricularem seus filhos na escola, nem os prefeitos que não atendam à nova lei. “A questão é que a criança tenha o direito à educação”, apontou.
Outro questionamento apontado por participantes do colóquio foi o de que a necessidade de ampliar a oferta de vagas na pré-escola possar levar os municípios a descuidarem do atendimento de crianças de até 3 anos em creches.
“Estamos seguros de que isso não vai acontecer, porque essa é uma cobrança muito grande da sociedade. Não tem espaço para que isso não seja feito”, acredita Pilar. Hoje, 78% das crianças de 4 e 5 anos estão na escola. Na faixa etária de até 3 anos, que não é obrigatória, o atendimento é de 18% dessa população.
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