A Conferência do Clima que está sendo realizada em Copenhague tenta definir as ações que os países tomarão para evitar o aquecimento global. De um lado, aumentaram as expectativas favoráveis depois que as principais nações responsáveis pelas emissões de efeito estufa colocaram na mesa, finalmente, suas propostas. De outra parte, outros especialistas entendem que o que está acontecendo agora é similar ao que ocorreu em Kyoto, ou seja, estão sendo colocados muitos temas na mesa de debates e países muito diferentes para o processo da ONU progredir.
O Brasil levou a maior delegação, com 625 pessoas, sendo 75 do governo federal e
28 de estatais, o restante são representantes de ONGs, políticos e empresários. Há muito
tempo foi criado o conceito de desenvolvimento sustentável com o intuito de
estabelecer um contraponto à forma como vem sendo explorados os recursos naturais,
de maneira irracional e predatória. Hoje, entende-se que está na hora de somar esforços,
debater e levar adiante um sério programa para por fim ao risco da vida no planeta.
Entendo que essa discussão não é apenas para ecologistas; é necessário trazer as populações das áreas urbanas e rurais para esse debate de ideias e de soluções para que todos entendam que só através da sustentabilidade do uso dos nossos recursos e da exploração do meio ambiente é possível manter ou até mesmo ampliar a qualidade de vida dos seres humanos e conseguir as condições ideais para a produção de riquezas e alimentos para que a vida tenha sentido em nosso planeta.
A educação tem papel fundamental no aprimoramento e no engajamento das populações nesta luta pela vida. É necessário incutir na cabeça dos jovens, já no início de sua caminhada escolar, os conceitos de uma vida sustentável e a sobrevivência das próximas gerações. Não podemos negar aos cidadãos do futuro os meios necessários para uma vida saudável ou, pelo menos, equilibrada. Os gestores educacionais podem e devem ter muito a oferecer e, para tanto, é fundamental que preservemos nossos recursos naturais sem nos servir de formas destrutivas de exploração do meio ambiente.
De nossa parte, já iniciamos uma ampla campanha e estamos trabalhando o tema para o 14º Congresso e Feira de Educação Saber, uma realização da entidade que presido, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo. “Cuidar do presente para garantir o futuro: o Saber agindo para um mundo sustentável” vai entrar na base dos debates, cursos e workshops em setembro do próximo ano. Esperamos a adesão de mais de 15 mil educadores irmanados em torno da salvação do nosso planeta, descobrindo formas de preservação e de convivência harmoniosa com a vida.
É necessário agora que, durante a conferência de Copenhague, os países ricos e industrializados façam sua parte, o que não está acontecendo, pois não querem repassar recursos dos fundos de adaptação e mitigação aos países emergentes, como o Brasil. É o principal meio de financiar ações contra o aquecimento global, mas, eles também foram surpreendidos pela crise econômica mundial. É aguardar e esperar o bom-senso de todos.