A empregabilidade no segmento da escola particular brasileira e, principalmente no estado de São Paulo, apresenta desempenho auspicioso, segundo pesquisas tanto da Fundação Getúlio Vargas como do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
Matéria recente publicada pelo Jornal da Tarde, mostra que a área educacional contratou 5,05% mais profissionais com carteira assinada em 2009 do que no ano passado na região metropolitana de São Paulo. É o único setor que apresentou aumento no saldo de pessoas contratadas de janeiro a setembro na comparação entre os dois anos. Todos os outros segmentos apresentaram números de novas vagas de trabalho inferior do que no ano passado. Na Educação, foram abertas mais de 15 mil vagas no período de 2008. Neste ano, já são mais de 16 mil novas ocupações profissionais.
Por outro lado, estudo encomendado pela Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) à Fundação Getulio Vargas, mostra que o setor educacional responde por 1,27% do total de ocupações na economia brasileira, cerca de um milhão e 200 mil trabalhadores, o que representa participação mais significativa do que a maioria das atividades industriais, incluída a cadeia automotiva. O capital humano empregado também sobressai perante outros segmentos, pois a escolaridade média dos profissionais que atuam no setor é de 12,6 anos de estudo, bem acima dos 7,7 anos correspondentes à totalidade da força de trabalho.
Mas, com todos esses dados favoráveis, que mostram a força e a colaboração da escola particular para o engrandecimento do país, o setor não conta com a boa vontade dos dirigentes governamentais, pois os estabelecimentos privados são agravados com uma excessiva carga tributária. O estudo da FGV demonstra ainda que os impostos que incidem sobre essa área da economia são exorbitantes, atingindo, incluindo pagamento de salários e contribuições sociais, a proporção máxima de 46,33%, mais de três vezes a média geral. Entretanto, é um segmento caracterizado pelo elevado grau de formalização das relações entre empregados e empregadores, registrando 82,2% do total de contratos com carteira assinada, contra 40,1% do total da força de trabalho brasileira. E mais, o salário médio do setor educacional privado era, em abril de 2007, 70,2% superior ao rendimento médio dos demais ocupados no país.
Na realidade, esses dados favoráveis acompanham o crescimento do número de alunos no ensino particular. Pesquisa do próprio Inep comprova que, de 2006 a 2008, o total de alunos da rede privada cresceu 25% e isso demanda mais profissionais, não só professores como também das áreas administrativa, de manutenção, etc.
Essa situação auspiciosa obriga maior qualificação do quadro de funcionários das escolas particulares e é exatamente essa a preocupação da entidade que presido, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo. Recebemos anualmente aproximadamente 40 mil educadores em nossos cursos de atualização e qualificação profissional, tanto da escola particular como da escola pública, colaborando assim com a melhoria da qualidade do ensino no país.