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Resultados da Pesquisa: governo
Da Agência Brasil
Brasília - Os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e da Educação, Fernando Haddad, anunciam hoje (25) a lista dos 3,2 mil estudantes vencedores da 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Será às 10h no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). As medalhas de ouro, prata e bronze e as menções honrosas serão entregues em 2011.
A competição teve 500 medalhistas de ouro, 900 de prata e 1,8 mil de bronze, selecionados entre 19,6 milhões de alunos inscritos em todo o país. O conjunto de ganhadores será convidado a participar do Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC) ,do MCT, por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje (1º) da inauguração simbólica de 78 escolas federais de educação profissional, para ensino médio e curso superior técnico, licenciatura (química, física e matemática) e pós-graduação. As escolas ficam em diversas regiões do país e 32 já estão em funcionamento. As demais entrarão em atividade a partir de março.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), até o final do ano, o país terá 380 escolas técnicas com mais de meio milhão de vagas disponíveis.
Na avaliação do pesquisador em educação e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Gaudêncio Frigotto, o governo reagiu positivamente sob a ameaça de um “apagão educacional”, no qual setores em expansão da economia temiam a falta de mão de obra qualificada, como, por exemplo, o setor petrolífero, mineral e da construção civil.
Ele, no entanto, assinala que a oferta de cursos profissionalizantes deve ser feita sem perder a qualidade do ensino. “É uma iniciativa muito importante, resta saber se a qualidade que o ensino técnico federal já tinha será mantida. Se sim, excelente”, comentou.
Frigotto também espera que os cursos profissionalizante “não enfoquem apenas o mundo do trabalho”, disse fazendo referência à formação técnica e humanista dos estudantes.
A mesma preocupação manifestou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão. “Tem que ser uma formação ampla de qualidade, que atenda à juventude. Um ensino não apenas para treinar, mas que proporcione um abordagem que prepare o cidadão.”
De acordo com o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Eliezer Moreira Pacheco, a abertura de novas escolas técnicas não atende apenas às demandas de mercado, mas toda a cadeia de arranjos produtivos locais.
Segundo ele, a criação das escolas é “baseada em diagnósticos locais”, feitos por meio de audiências públicas. O resultado, de acordo com o secretário, é que há uma grande empregabilidade das pessoas (índice de 75% dos egressos) e a maioria dos formados acaba trabalhando em um raio de 50 quilômetros da escola técnica.
Segundo o MEC, até o final do ano os investimentos no ensino técnico terão atingido R$ 1,1 bilhão
Gilberto Costa Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, reivindicou hoje (18), em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o governo se empenhe mais nas discussões em torno da criação do Fundo Social do Pré-sal para que parte dos recursos do novo fundo sejam investidos em educação e em projetos que aumentem o tempo de permanência dos brasileiros na escola.
Chagas afirmou que, apesar das políticas educacionais nos últimos anos terem apresentado melhorias na qualidade do ensino do país, é preciso ampliar os investimentos no setor. Segundo ele, a média de permanência do brasileiro adulto na escola é de sete anos e que não chega a 30% o percentual de escolas públicas que têm uma quadra de esportes.
“O salário dos nossos professores ainda é muito defasado e o Brasil tem apenas 13,9% de jovens, de 18 a 24 anos, com acesso à universidade. Isso tudo demonstra a necessidade de se aplicar melhor os recursos em educação, principalmente, em aumentar o aporte de de recursos em educação. Portanto, na nossa avaliação, essa questão do fundo será muito importante", disse o presidente da UNE.
Ivan Richard Repórter da Agência Brasil
Brasília - Os laptops do programa Um Computador por Aluno (UCA) devem finalmente chegar às escolas em 2010. A fabricante CCE venceu o pregão para a compra de 150 mil computadores que serão distribuídos em 300 escolas. O edital determina que em 30 dias a empresa deve distribuir as primeiras 3 mil máquinas que serão utilizadas para capacitação dos professores.
A licitação para compra dos computadores do projeto estava emperrada desde 2008. A primeira colocada no processo era a Comsat, que apresentou o melhor preço, seguida pela CCE. Mas o equipamento foi reprovado nos testes de avaliação do Ministério da Educação. Com isso, houve um atraso no processo porque a Comsat contestou mais de uma vez, por meio de processos administrativos, a validade dos testes.
Segundo o assessor do gabinete de inclusão digital da Presidência da República, José Luiz de Aquino, não há mais possibilidade de recursos à Comsat, a não ser por meios jurídicos. A CCE cobriu a proposta que tinha sido apresentada pela primeira vencedora da licitação e o projeto será executado por R$ 82 milhões. Com isso, cada equipamento sairá por cerca de R$ 550.
As escolas vão começar a receber os computadores à medida que forem cumpridos dois pré-requisitos: a capacitação de professores para trabalhar com os computadores portáteis e a instalação de uma rede de internet sem fio.
Cada secretaria estadual indicou duas escolas da sua rede para receberem o projeto. O restante dos computadores serão entregues a colégios municipais que foram selecionados pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Hoje o UCA está sendo testado em cinco escolas nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, de São Paulo e do Tocantins, além do Distrito Federal.
Segundo o edital, o laptop deve ter pelo menos 512 megabytes (MB) de memória, tela de cristal líquido de no mínimo 7 polegadas, bateria com autonomia mínima de três horas e pesar até 1,5 quilo. A garantia deve ser de 12 meses.
De acordo com Aquino, o governo estuda agora uma forma de facilitar a compra de laptops para estados e municípios que não estão incluídos no projeto. Em dezembro uma medida provisória garantiu a desoneração total de computadores para uso escolar.
O próximo passo é realizar um pregão nacional, coordenado pelo MEC, para que estados e municípios possam adquirir esses equipamentos a um preço menor. Para isso, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai abrir uma linha de financiamento no valor R$ 650 milhões.
Amanda Cieglinski Repórter da Agência Brasil
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